INDOCHINA 2011
Lena & São
07
Dez 11

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"Nesta altura do ano, está tempo solarengo no Norte, está tempo solarengo no Sul, mas chove na zona central do país". Esta foi uma das primeiras informações que o cioso Mr. Nam nos transmitiu.
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DANANG /  HOI AN  /  HUE VISITADAS À CHUVA
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Foi com uma chuvita que não incomodava muito, mas obrigava a enfeitarmo-nos com impermeáveis de plástico translúcido, que fomos conhecer o Centro Histórico de Hoi An, também conhecoda por Faifo.
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Mas, antes...
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Lá fomos visitar mais um centro de artesanato para turista comprar.
Outra vez as pinturas em laca e os bordados em seda, estes últimos sem dúvida os de melhor pormenor dos que vimos até agora e também com os motivos mais interessantes. Os preços que atingem transformam-nos em artigos de luxo. Tal como certas joias de luxo também não são o tipo de objeto no qual queremos investir.
Depois vieram mostrar-nos "preciosas" toalhas de mesa bordadas em "ajour" e outras técnicas que tais... se não iguais, pelo menos parecidas com as que vendemos aos turistas nas nossas praias do Minho ao Algarve.
Diferente, mesmo, aqui é só o serviço de alfaiataria em seda. Escolhe-se o modelo e os tecidos. Tiram-se as medidas. E no dia seguinte de manhã, as "fadas" têm-no pronto. Um conto de sonho que pode ter muito que se lhe diga... 
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Seguimos para o centro, passeando pela margem do rio antes de irmos para os bairros. Porta sim, porta sim, havia um negócio, pequeno ou grande que fosse.
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O rio tem profundidade suficiente para receber embarcações com alguma dimensão, que trazem produtos a partir do oceano, cuja cota passa rapidamente de valores de 35 m para as praias.
Foi assim desde tempos imemoriais, tendo proporcionado que a zona central do Vietname tenha sido sempre um florescente posto comercial, incluído na rota da seda, apetecível a chineses, japoneses, indianos e posteriormente aos europeus. 
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Como todos os locais deste tipo, foi também um ponto de encontro de culturas. Aqui temos o bairro Japonês e o Chinês relativamente diferenciados, com os respetivos templos, pagodes e mercados. Mas a casa tradicional que visitámos tinha uma mistura de estilos das duas civilizações. Na fronteira dos bairros, uma fronteira física sobre uma linha de água que tanto podia ser um pequeno rio ou uma vala artificial, não temos a certeza. Para passar o portal que vêm abaixo, no passado era necessário pagar uma taxa.
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Continuamos em direção a Danang, a cerca de 30 km, onde visitamos o Museu de Escultura Cham. Mr. Nam explicou com entusiasmo a vinda deste povo pelo sul a partir da India, a sua cultura excecional, com especial abertura à diferença, os seus valores e capacidade de esculpir estátuas e "lindissímos" frisos, numa técnica diferente de todos os povos ao redor.
Mr. Nam é de origem Cham. Defende com unhas e dentes o património do seu país e é vê-lo a passar responsos, raspanetes aos que encontra a tentar montar cavalos, subir para estátuas ou abanar peças soltas dos monumentos ;)
Estava felicíssimo quando nos mostrou a única peça metálica do museu. Uma linda deusa da terra, que também representava misericórdia.
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Almoçámos a caminho para Hue, num restaurante de praia na baía de Hai Van. Valeu a pena passar as curvas e contracurvas das montanhas, A vista sobre a baía é bonita.
Na baía vêm-se várias instalações de aquicultura, com esta que mostramos.
Depois da refeição, descemos até ao mar. A sua cor não era atraente, devido ao material em ressuspensão. Jovens e adultos, cada qual ao seu modo, usufruiam de passeio idêntico. Foi agradável.
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Em Hue, no dia seguinte, fomos até ao rio Perfume para seguir de barco para o Pagode Thien Mu, onde assistimos ao serviço religioso da manhã. O mosteiro parece estar preparado para ser visitado pelos turistas que podem ver as zonas de estudo, as cozinhas, o horário das atividades dos pequenos monges, que também vão à escola pública, mas dormem sete horas por dia e treinam kung-fu por dois turnos, além da aprendizagem religiosa e participação nas orações e sessões de meditação, etc., etc.
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Depois voltámos para Hue e fomos ao Mercado de Dong Ba, comprámos as gostosas maçãs vietnamitas que têm caroço de ameixa. Frutas variadíssimas enchiam os olhos de texturas e cores.
Quanto aos chapéus de forma cónica, só nos apercebemos de uma banca. Não verificámos se eram os melhores de todo o Vietname.
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Passámos à Cidadela Imperial, construída em 1804 num local escolhido de acordo com o seu meio envolvente. A visita inclui a Torre da Bandeira, os Mausoléus da Nona Dinastia, os 9 Canhões Sagrados, o Palácio Thai Hoa (Palácio da Suprema Harmonia) e ainda a Cidade Proibida.
  

Quase passamos pela torre da bandeira sem a notar. Apesar da disnatia ter tido doze reis/imperadores, só aqui se encontram dez mausoléus (que eram desenhados pelos próprios em vida e usados como retiros de férias). O rei Tu Duc não se considerou merecedor de ali construir o respetivo mausoléu e o último da dinastia, faleceu em Paris aos 39 anos com problemas cardíacos...

 

 

Os 9 canhões sagrados afinal são 9 grandes taças metálicas feitas com material reciclado da artilharia dos exércitos vencidos. a maior de todas é relativa ao primeiro rei desta disnatia. As outras de igual dimensão correponde à dos restantes.

  

Na cidade proibida só entrava o imperador, quem este convidava, a família real e os servidores que mantinham tudo a funcionar. Mulher que entrasse na parte que lhes estava reservada não voltava a sair. Só após a morte do esposo (rei), se não fosse a mãe do herdeiro do trono, que ficava a viver em espaço previlegiado até morrer.

 

     

Almoçamos num excelente restaurante no meio da cidade, onde nos ensinaram a usar o papel de arroz para embrulhar a comida. O papel também se come!
 
   
Continuação da visita pelos túmulos reais agora do Rei Tu Duc (1848-1883) e do Rei Khai Dinh (1916-1925).  O texto do mausoléu do rei TuDuc, corresponde a uma autocrítica pelas suas piores ações na vida: ter promovido o assanínio do seu meio irmão que reclamou o trono (como ele simpatizava com o credo católico, o pai não quis que o filho mais velho fosse o novo imperador e legou o trono a Tu Duc), não ter conseguido impedir o Jugo francês e de não ter dado filhos herdeiros do trono, apesar de ter tido cerca de 100 mulheres. O seu herdeiro acabou por ser um sobrinho, que ele adotou como filho.
           
publicado por indochina2011 às 18:04
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